Apaixonados pela vinha : Filipe Palhoça a fazer história desde 1950

Falar da história da fundação da adega Filipe Palhoça Vinhos é “falar de uma história de amor à vinha herdada de pais para filhos”, é assim que começa por...

81
81

Falar da história da fundação da adega Filipe Palhoça Vinhos é “falar de uma história de amor à vinha herdada de pais para filhos”, é assim que começa por descrever Marta Palhoça a emblemática adega, fundada em 1950, quando Filipe Jorge Palhoça criou empresa familiar dedicada à produção de vinhos com as suas raízes numa “pequena adega pertencente a seu pai, João Loureiro Palhoça”.

Desde muito cedo Filipe Palhoça revelou-se um apaixonado pela viticultura, o que o levou com trabalho e dedicação a adquirir novas propriedades, contando hoje com cerca de 110 hetares de vinha própria. Já em 1984, foi construída uma nova adega, mais moderna, na Quinta da Invejosa onde, em meados da década de 1990, a família Palhoça deu início ao engarrafamento de vinho com marca própria.

Atualmente, a Filipe Palhoça é uma das mais “dinâmicas empresas vitivinícolas da região” apostando na “criação de vinhos orientados para o consumidor moderno” com base nas castas típicas da região como Arinto, Castelão, Fernão Pires, Moscatel Graúdo ou Moscatel Roxo, às quais juntou algumas das melhores variedades internacionais, nomeadamente o Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah.

Também a aposta no Enoturismo tem sido, tal como explica Marta Palhoça “um dos alicerces na estratégia de aproximação” entre a Filipe Palhoça Vinhos e os seus visitantes e consumidores. “Dispomos de uma Loja aberta ao público, visitas e provas, bem como de um espaço para a realização dos mais diversos eventos”, destaca a responsável pela adega.

Quanto aos vinhos produzidos na Filipe Palhoça, o objectivo consiste “na produção de uma gama distinta de vinhos que expressem todo o potencial e personalidade do terroir onde nascem e que representem o que de melhor se faz em Palmela, na Península de Setúbal e em Portugal”, razão pela qual todo o amor e dedicação é depositado nas vinhas, onde as castas plantadas são “as mais representativas da região às quais adicionámos algumas das melhores variedades internacionais”.

“Todas são cuidadosamente cultivadas no regime de produção integrada em total harmonia e respeito pelo ambiente”, refere Marta Palhoça, lembrando que  “a nossa produção ascende a cerca de 1 milhão de litros/ano de vinho, sendo que a adega tem capacidade para 1 milhão e 600 mil litros de vinho” com a liderança do filho do fundador, Nuno Palhoça, sob orientação do enólogo Jaime Quendera.

O principal mercado da Filipe Palhoça Vinhos é o mercado nacional “mas já começamos a dar os primeiros passos na Europa, e a tentar entrar em mercados como o Brasil, e Canadá “, explica.

“Estamos ainda no início deste caminho, há 5 anos começamos a participar em feiras internacionais, para que aos poucos possamos crescer”, destaca Marta Palhoça, recordando que “a região de Palmela está muito bem vista nos mercados internacionais, o que para nós tem sido uma mais-valia”.

Com alguns prémios internacionais conquistados a Filipe Palhoça Vinhos conta já com 17 referências de vinhos engarrafados, mas sempre recordando a sua história e a forma como nasceram, por essa razão continuam a manter a tradição da abertura do vinho novo, que acontece a 1 de Maio e que permite que “os nossos clientes venham à adega, tragam o seu próprio vasilhame e comprem o seu vinho”, recorda Marta Palhoça.

De referir, ainda que, desde 2016 que a Filipe Palhoça Vinhos tem vindo a partilhar o “seu amor às vinhas com todos aqueles que nos visitam”, onde paralelamente à produção de vinhos, o enoturismo é atualmente “uma actividade de grande importância para nós e para o estreitar de laços com os nossos consumidores e apreciadores da cultura do vinho e da vinha”.

In this article