Centro Social de Palmela : Carlos de Sousa assume direcção e promete ajudar a salvar a instituição

Assumiu funções como presidente do Centro Social de Palmela a 3 de Maio e tem pela frente a difícil tarefa de colmatar a dívida que esta instituição...

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Assumiu funções como presidente do Centro Social de Palmela a 3 de Maio e tem pela frente a difícil tarefa de colmatar a dívida que esta instituição tem. Carlos de sousa garante ter o “apoio de pais e funcionários” e promete ajudar a salvar o Centro Social de Palmela.

 

– O que o levou a candidatar-se?

Face à situação grave, do ponto de vista financeiro, que o Centro Social de Palmela atravessa houve um conjunto de pais que entendeu candidatar-se aos corpos sócias da instituição. Os pais contactaram-me e convidaram-me para ser o “cabeça de lista” desse grupo.

Tenho, obviamente, uma ligação emocional ao Centro, porque tive cá três filhos, depois quando fui presidente da Câmara Municipal, essa ligação intensificou-se, ouvi os conselhos familiares, nomeadamente da minha mulher, uma vez que ela pertenceu aos corpos gerentes nesta instituição e resolvi aceitar este convite.

Não fui enganado. Informei-me primeiro da situação do Centro Social de Palmela e como sempre gostei de desafios e com um pouco de “loucura” da minha parte abracei mais este projecto que tem um conjunto de pais que estão empenhados em salvar o Centro Social de Palmela.

– Portanto tem um desafio muito grande pela frente….

O desafio é grande. Quando nos candidatamos tínhamos uma lista e resolvemos “baptizá-la”  e então demos-lhe o nome de “”Eficiência e Transparência aquilo que prometemos aos pais.

Actualmente, somos considerados pela Segurança Social um devedor estratégico, porque já ultrapassamos o meio milhão de euros de dívidas à Segurança Social, não esquecendo as dívidas que temos aos trabalhadores em subsídios atrasados, e que é uma situação que me magoa bastante, e esta situação é grave.

Não estou a fazer o Centro Social de vítima, estou apenas a dizer a realidade. Fez uma semana que começamos a trabalhar, e estes dias dizem-nos que isto vai ser bastante duro. Mas como todos somos pessoas com força, esperança e fé, nós estamos aqui para viabilizar a curto prazo, devido às obrigações que temos com os nossos parceiros, até porque já estamos a lutar, em conjunto com a Segurança Social, num projecto de candidatura ao Fundo de Socorro Social, e cujo objectivo único é o equilíbrio financeiro da instituição.

Por outro lado, temos mais uma candidatura ao Programa 2020, em conjunto com a Câmara Municipal de Palmela e que tem a ver com a necessidade de actuação imediata das actuais instalações da Árvore, em Palmela. Este é mais um desafio, porque esta candidatura terá um custo de 330.000€, sendo comparticipada com fundos comunitários em 50%, a Câmara Municipal comparticipará com 25% e o valor restante terá de ser suportado por nós.

Este é um compromisso que assumimos com os pais e com os futuros pais que no futuro irão colocar cá as suas crianças.

Além da resolução das questões imediatas, estamos já a ponderar o futuro, e pretendemos analisar todas as valências, ver qual a sua sustentabilidade financeira e o peso social que realmente cada uma das valências representa, porque há algumas respostas sociais que têm uma força social diferente das outras, e para quem está na nossa situação do ponto de vista económico- financeiro, terá que tomar, provavelmente, decisões de fundo.

Esta questão tem a ver com o nosso olhar estratégico para o futuro, não tenho dúvidas que iremos necessitar de uma oferta maior em berçário e creche, mas provavelmente não necessitaremos de uma oferta tão grande a nível do pré-escolar, e depois analisaremos outras ofertas a nível nacional e internacional, de modo a ver quais são aquelas que vale apenas apostar.

Se tivéssemos numa situação financeira completamente equilibrada, eu diria que temos algumas valências que são excelentes, porque têm a ver com parcerias muito interessantes, mas temos que ter os pés assentes no chão, e temos de caminhar no sentido na sustentabilidade financeira.

 

– Vamos ter um Centro Social mais aberto à comunidade?

Gosto da pergunta, mas estou aqui há poucos dias, e embora tenha Palmela no coração, não acompanhava a vida do Centro Social, portanto não posso afirmar se iremos estar mais abertos ou não. Mas faz parte do nosso programa de trabalho para estes anos a participação.

Quando estava na política, sempre defendi que a participação dos cidadãos é fundamental, e aqui necessitamos da participação dos trabalhadores, dos pais e depois com o resto da comunidade.

Nós consideramos que todas as IPSS que existem no concelho são nossos parceiros, mesmo as entidades privadas que estão no terreno não são nossos adversários, e obviamente com os parceiros institucionais.

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