
A Freguesia de Marateca assinalou, no passado dia 28 de Junho, véspera do dia de S. Pedro, padroeiro local, as “muitas centenas de anos de história”, como referiu Cecília Sousa, presidente da União de Freguesias de Poceirão e Marateca.
Na celebração do aniversário, daquela que é uma das freguesias mais antigas do conselho de Palmela, foi assinalada “a beleza, a tradição, a riqueza, mas também, o crescimento, o desenvolvimento, o empreendedorismo, e o trabalho realizado em prol de um melhor futuro para este território e para as suas populações”, consoante expressou Susana Gonçalves, presidente da Assembleia de Freguesia, referindo a importância do associativismo na concretização deste trabalho “a riqueza do tecido associativo desta freguesia, e o trabalho que desenvolve, permite manter vivas as tradições locais e contribui, amplamente, para consolidar estratégias e dinâmicas que se irão repercutir no futuro”. Futuro esse que, segundo a presidente da Assembleia, não será fácil, porém produtivo, será “um futuro repleto de desafios e também dificuldades mas que se crê de conquistas de valorização do território e do melhor que este tem para oferecer, como a concretização de sinergias e novas apostas que garantirá, seguramente, a sua requalificação e a melhor qualidade de vida para a sua população”.
Cecília Sousa, presidente da União de Freguesias, descreveu a freguesia aniversariante como “uma freguesia que cresceu e que ganhou raízes fortes, mais do que nunca, uma freguesia jovem que olha com esperança o futuro”. A presidente fez questão de reforçar os investimentos que têm vindo a ser feitos no território, contribuindo para o evolução e desenvolvimento do mesmo “muito se fez nos últimos anos neste território”, recordando que “faltava-nos quase tudo, hoje deparamo-nos com desenvolvimento a vários níveis, a nível de requalificação, de coesão de território, de desporto, da educação, da cultura, do apoio social, entre outros”. Segundo Cecília Sousa, este trabalho tem requerido muito esforço por parte de todos os envolvidos, tendo em conta que “todos os dias sentimentos dificuldades, as juntas de freguesia têm sido alvo de mais competências por parte do estado mas, como contrapartida, têm sido alvo da retirada de verbas, para este território recebemos, do poder central, pouco mais de 200 mil euros”.
Apesar das dificuldades sentidas, a freguesa de Marateca, com o apoio do município, tem procurado combate-las em prol do desenvolvimento “temos projetos em curso, muitos mais a cumprir, embora os tempos sejam difíceis do ponto de vista económico, sabemos bem que é possível ser-se melhor quando não estamos sozinhos”, afirmou Cecília Sousa.
Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela, recordou a importância de celebrar os longos anos da freguesia “temos cada vez mais orgulho em constatar que vale a pena recordar, a todos aqueles que amam o concelho de Palmela, que esta é uma das suas freguesias mais antigas”, na qual “muitas das raízes do nosso território estão aqui”.
Apesar de, por vezes, Marateca servir como ponto de passagem e não de ancoragem, o presidente da Câmara afirmou que esta é uma realidade que começa a mudar, “garanto-vos que se pode viver bem aqui, tranquilamente, e já com alguma oferta de serviços, em particular dos serviços públicos de proximidade, como uma boa escola do primeiro ciclo e um centro de saúde”. “Ancorar mais população” à aldeia é um dos principais objetivos do investimento que tem vindo a ser feito em Marateca. Investimento esse, que tem vindo a ser feito em contraciclo, “nos temos procurado investir em contraciclo, ou seja, combater algumas visões que consideram que num local onde há poucas crianças, o melhor é levá-las para outra escola, que onde há pouca gente, o melhor é encerrar serviços públicos, nós temos é de procurar fazer o caminho inverso”.
Álvaro Amaro descreveu a Marateca como “uma freguesia antiga, mas que não está fora de moda” porque “tem havido investimento, público e privado, dos agentes sociais” e, ainda, como uma “freguesia pequena, em termos demográficos, mas grande em território, em riqueza, em potencialidades e no coração das suas gentes”.
Durante a celebração os autarcas não deixaram de salientar o descontentamento com a não classificação de Poceirão e Marateca como rurais e desfavorecidas, não esquecendo a luta pela inversão desta realidade, “continuamos com a luta pela dessagrarão das nossas freguesias, para que sejam consideras freguesias rurais, freguesias desfavorecidas, para que os nossos produtores, agricultores e jovens empreendedores tenham a possibilidade de aqui se estabelecer e aqui construírem futuro”, disse Cecília Sousa.

