Pinhalnovense caiu de pé

Quase, quase… o Pinhalnovense esteve quase a causar uma surpresa na prova rainha do futebol português.  O Vitória de Setúbal teve de suar muito e passar por...

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Quase, quase… o Pinhalnovense esteve quase a causar uma surpresa na prova rainha do futebol português.  O Vitória de Setúbal teve de suar muito e passar por muitos calafrios para levar de vencida uma equipa jovem recheada de bons executantes e acima de tudo com uma grande entrega em campo e com sede de vencer. O resultado final foi de 2-1 a favor dos sadinos mas podia muito bem ter sido ao contrário tal não foi a réplica que os pinhalnovenses deram. A postura dos jogadores do Pinhalnovense deixou desde logo antever que a curta viagem de 15 quilómetros de Setúbal ao Pinhal Novo não seria tão tranquila para os vitorianos quanto a diferença de forças indicava. Perante uma grande moldura humana, no Campo Santos Jorge, com gritos de incentivo de parte a parte e muito fair-play, os donos da casa entraram com algumas cautelas deixando o Vitória mostrar como se ia posicionar em campo. Um sintético difícil para os jogadores do Sado o que acresceu o muito calor que se fez sentir no domingo, que obrigou mesmo o árbitro a permitir uma paragem técnica, à passagem da meia hora, para os atletas se refrescarem. Quanto ao jogo, após o período de observação o Pinhalnovense perdeu a vergonha e começou a jogar taco a taco com os homens comandados por José Couceiro. Nos primeiros 15 minutos, o Vitória de Setúbal atacou com algum perigo mas o último reduto do Pinhalnovense ia chegando para as encomendas e muitas vezes aproveitou a subida dos verde e brancos para partir em contra ataque com Eli Fernandes, avançado cabo-verdiano que é o goleador de serviço da equipa de Ricardo Cravo, que se estreou neste domingo no comando técnico do Pinhalnovense, sempre muito activo. Aos 17 minutos o público pinhalnovense gritou golo do camisola 3, Alain, mas o árbitro já tinha assinalado uma falta atacante. Mas ficou o aviso, o Pinhalnovense estava ali para marcar. O Vitória foi abrandando o ritmo e cada vez mais era incomodado pelos ataques rápidos dos donos da casa mas na sua maioria sem discernimento. As bolas iam-se perdendo atras da baliza de Cristiano.  Nos últimos 15 minutos da partida só deu Pinhalnovense. E foi assim que o árbitro apitou para o intervalo. Nos segundos 45 minutos o Pinhalnovense regressou dos balneários com o mesmo espirito, o técnico Ricardo Cravo, arrumou defensivamente a equipa mas sempre com os olhos postos na baliza sadina. Nas saídas para o ataque os pinhalnovenses continuavam a fazer o Vitória passar por maus bocados que curiosamente fez mais nos primeiros 45 minutos do que na restante partida, período no qual beneficiaram de três boas ocasiões para marcar, a mais soberana delas por Arnold aos 32’, que falhou incrivelmente depois de ter sido isolado por Gonçalo Paciência. Foi o avançado ex-FC Porto de 23 anos, filho de um antigo internacional luso, Domingos Paciência, que quebrou a resistência da equipa da casa com um fantástico golpe de cabeça à entrada da área do Pinhalnovense. A equipa de Ricardo Cravo nunca baixou a cabeça e sempre acreditou, com o apoio dos adeptos, que ainda era possível chegar ao empate. Ao minuto 89 o público presente afecto aos donos da casa gritou penalti quando Li Jiachen, suplente lançado na segunda parte, escapou à defesa sadina e caiu na área. O árbitro Bruno Esteves considerou que a falta foi cometida ainda fora da área, admoestou Arnold com o vermelho directo acabou por alterar a decisão devido aos protestos da equipa visitante e deu ordem de expulsão a Tomás Podstawski, o verdadeiro autor da falta. Após a confusão instalada tudo continuou na mesma. Em vantagem numérica e quando já estavam todos conformados com o resultado aos sete minutos de compensação o Pinhalnovense passou a acreditar e foi levado ao colo pelas bancadas, depois de um primeiro remate de Eli Fernandes e de um segundo de Li Jiachen, ambos defendidos por Cristiano, o defesa Alain surgiu isolado a rematar para o 1-1 registado já em período de compensações, e adiou a decisão para o prolongamento. Prémio mais que merecido para o Pinhalnovense que esteve sempre mais perto do golo e de fazer tombar um “grande” do futebol luso mas a inspiração de João Teixeira na segunda parte do prolongamento carimbou o 2-1 final e fez prevalecer a lei do mais forte, que precisou de suar mais do que esperaria. No final da partida, aplausos para os verdadeiros artistas da bola, de um lado e do outro, e muitos assobios para a equipa de arbitragem que não agradou a nenhuma das partes. Para o Pinhalnovense fica a certeza que a continuar assim vai ter uma época cheia de sucessos.

 

 

 

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