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Filipa Rodrigues e Ricardo Esteves Ferreira alcançam resultado histórico na Taça do Mundo de Orientação

A Taça do Mundo de Orientação 2026 teve início no passado dia 24 de abril, com a realização da primeira etapa no sul da Suíça, na cidade de Locarno, situada na margem norte do Lago Maggiore. O programa competitivo foi inteiramente dedicado à disciplina de sprint, incluindo uma prova individual, uma estafeta mista (sprint relay) e uma prova em sistema de eliminatórias (sprint knock-out).

O terreno urbano de Locarno, caracterizado por ruas estreitas, mudanças rápidas de direção e um traçado técnico exigente no centro histórico, colocou à prova a capacidade física e a rapidez de decisão dos cerca de 250 atletas presentes, em representação de 28 países.

Portugal esteve representado por uma seleção de oito atletas, entre os quais três da Palmela Desporto, Ricardo Esteves Ferreira, Filipa Rodrigues e Joana Canana, esta última ainda no escalão júnior.

O grande destaque da participação portuguesa surgiu no segundo dia de competição, com a obtenção de um histórico 14.º lugar na prova de sprint relay, entre 57 equipas, correspondendo ao melhor resultado de sempre de Portugal nesta disciplina. A equipa, composta por Filipa Rodrigues, Ricardo Esteves Ferreira, Luís Silva e Leonor Ferreira, terminou com apenas 11% do tempo adicional face à formação vencedora.

A prova de sprint relay, disputada em formato de estafeta mista (mulher-homem-homem-mulher), exige elevada consistência coletiva e precisão técnica. Em declarações à Federação Portuguesa de Orientação, Filipa Rodrigues destacou a “dureza da competição”, referindo ter “sofrido uma queda no início do seu percurso”, o que condicionou momentaneamente a sua concentração, ainda assim conseguindo manter um bom nível competitivo.

Também Ricardo Esteves Ferreira sublinhou o “elevado nível internacional da prova”, referindo ter conseguido “recuperar posições ao longo do percurso e integrar grupos mais adiantados”, manifestando satisfação com a sua prestação e com o desempenho global da equipa.

A segunda equipa portuguesa, que contou com a participação de Joana Canana, também registou uma “prestação positiva”, evidenciando “competitividade ao longo de toda a prova”.

No arranque da época internacional, este resultado representa não só uma classificação de relevo para Portugal, mas também um sinal claro da redução da diferença competitiva face às principais potências mundiais da modalidade.

Edição n° 1345