Álvaro Amaro tomou posse para mais um mandato como presidente da Câmara Municipal de Palmela. Desta vez com um cenário politico nunca visto no concelho. Um cenário de maioria relativa da CDU. A cerimónia de Tomada de Posse dos vereadores município e dos deputados da Assembleia Municipal teve lugar no dia 19 de Outubro, no Cine-teatro S. João, em Palmela que encheu para assistir a este momento solene, que se iniciou com um minuto de silêncio pelas vítimas dos fogos que devastaram o norte e centro de Portugal no domingo, dia 15 de Outubro. Antes dos juramentos aconteceu um momento musical com a actuação do Ensemble de Metais do Conservatório Regional de Palmela – Sociedade Filarmónica Humanitária. Na condição de presidente da Assembleia Municipal cessante, Ana Teresa Vicente voltou à falar sobre a tragédia que provocaram os incêndios deste ano referindo “não podemos colectivamente calar sentimentos e devemos responsavelmente agir no domínio das nossas competências enquanto instituições públicas e das nossas obrigações enquanto cidadãos para tudo fazer de forma a evitar que tal volte a acontecer”. Fez ainda questão de agradecer à Protecção Civil e especialmente aos “Bombeiros de Portugal e particularmente às três corporações dos bombeiros do concelho de Palmela pelo seu papel no combate aos incêndios”. Outro dos momentos mais emotivos da noite foi a homenagem aos eleitos dos dois órgãos que cessaram funções, como “reconhecimento do seu trabalho e do empenho com que se dedicaram à vida das suas comunidades e do seu concelho”. Quem ocupava os lugares sentados do Cine Teatro S. João levantou-se e ovacionou de pé, a agora ex-vereadora e vice-presidente da Câmara de Palmela, Adília Candeias. No seu discurso político Ana Teresa Vicente falou sobre a “grande responsabilidade” de quem tomou posse na defesa dos “legítimos interesses das populações” Destacou o ligeiro decréscimo na abstenção embora “neste capítulo todos tenhamos de nos empenhar para melhor esclarecer”. A propósito do actual cenário político no concelho, Ana Teresa Vicente lembrou que “todos estamos convocados para o exercício de um mandato que no maior respeito pelas leis pela democracia pela maioria e pela vontade expressa pelos eleitores deve saber integrar o pluralismo das opiniões visando sempre o legitimo funcionamento dos órgãos sobretudo o exercício com a maior dignidade da missão de serviço público a que nos vinculamos perante as nossas populações”. Conclui reconhecendo que “a nossa missão não é fácil é mesmo muito exigente, os que continuam em funções já o sabem e que os que agora se iniciam para isso se preparam. Tudo farei com a maior lealdade, solidariedade, transparência colectivamente continuar a afirmar o poder local democrático em Palmela”
“Um quadro político diferente, mas não menos desafiante e estimulante”
No seu discurso de Tomada de Posse para mais um mandato, desta vez 2017/2021, o presidente da Câmara Municipal Álvaro Amaro frisou que “os resultados eleitorais criaram um quadro politico diferente, mas nem por isso menos desafiante e estimulante, menos empenhado, ou de menor entrega ao que são os meus compromissos para com os munícipes e o concelho de Palmela” apelando à “busca de consensos e de abertura para acolher propostas sérias, que visem acima de tudo, o desenvolvimento do nosso território, nas suas cinco freguesias, e o bem-estar das populações”. Apesar da perda da maioria absoluta da CDU Álvaro Amaro recorda que “parece consensual, no plano politico, que é quem vence as eleições que deve governar”. Álvaro Amaro lembrou, também, alguns dos principais desafios que se colocam neste novo ciclo, começando pela descentralização de competências da administração central, em matérias como a saúde, a educação, a intervenção social ou a protecção civil, “um desafio que o município de Palmela não teme, mediante a transferência dos meios financeiros adequados” assume. A desagregação das freguesias de Marateca e Poceirão, a defesa da gestão pública da água, do saneamento e dos resíduos e a reivindicação de investimentos inadiáveis, da responsabilidade do Governo, as tão aguardadas variantes à EN 252 e à EN 379, o reforço de médicos e enfermeiros nos Centros de Saúde e a construção do Pavilhão Desportivo da Escola Secundária de Palmela (está agendada nova reunião com a secretária de Estado da Educação para Novembro), são reivindicações que o edil assume que o município continuará a fazer junto de Governo. Falou ainda no reforço da infra-estruturação das zonas periurbanas, na reabilitação urbana, na eficiência energética e acessibilidades. Na defesa e valorização do mundo rural até «duas grandes Operações de Reabilitação Urbana, no Centro Histórico de Palmela e na zona sul de Pinhal Novo». O reforço da conservação e limpeza do espaço público, o investimento nos equipamentos desportivos e na diversidade da oferta e produção cultural, o apoio ao movimento associativo, a valorização do património cultural e natural, a dinamização de uma economia sustentável e a qualificação da oferta turística são mais alguns dos eixos estratégicos definidos para o mandato que agora se inicia. Ainda antes de explicar porque continua a “ser feliz em Palmela e com Palmela”, Álvaro Amaro comprometeu-se a trabalhar com o mesmo empenho, apesar de ter perdido a maioria absoluta. O autarca é feliz em Palmela porque “vivo e tenho a oportunidade de fazer a minha parte num concelho de pujante dinamismo, rico em desafios, cujos indicadores de desenvolvimento confirmam o caminho a prosseguir neste território de participação e parcerias”. Para a Câmara Municipal foram empossados Álvaro Amaro (CDU), Adilo Costa (CDU), Fernanda Pesinho (CDU), Luís Calha (CDU), Raul Cristóvão (PS), Mara Rebelo (PS), Pedro Taleço (PS), Paulo Ribeiro (PSD/CDS-PP) e José Calado (Movimento Independente pela Mudança – MIM). A CDU continua a ser a força que governa Palmela, mas desta vez sem maioria absoluta, já que o movimento independente conquistou um lugar de vereador. Dos 31 eleitos da Assembleia Municipal 15 são da CDU, nove do PS, três da coligação PSD/CDS, dois do MIM e dois do Bloco de Esquerda. Entre estes, 27 foram eleitos de forma directa e quatro por inerência ao cargo de presidente de junta de freguesia. Os presidentes de junta são António Mestre (CDU, Quinta do Anjo), Cecília Sousa (CDU, Marateca e Poceirão), Jorge Mares (PS, Palmela) e Manuel Lagarto (CDU, Pinhal Novo). A primeira reunião da Assembleia Municipal já teve lugar (caixa) e a da Câmara Municipal de Palmela realiza-se esta quarta-feira, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal de Palmela.












