Incêndio em Setúbal volta a reacender-se

O incêndio que deflagrou, ao final da tarde de ontem, em Setúbal, e que foi dado como dominado esta madrugada, reacendeu-se ao final da manhã desta quarta-feira. No...

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O incêndio que deflagrou, ao final da tarde de ontem, em Setúbal, e que foi dado como dominado esta madrugada, reacendeu-se ao final da manhã desta quarta-feira.

No combate às chamas estão 106 operacionais, apoiados por 34 veículos, de acordo com os dados publicados na página oficial da Protecção Civil.

Recorde-se que ontem e por precaução, foram evacuadas cerca de 500 pessoas, sobretudo moradores dos bairros da Reboreda e Quinta dos Vidais, assim como os hóspedes e funcionários do Hotel do Sado, tendo os mesmo sido autorizados a regressar às suas casas, ontem, pelas 23h30.

Já na madrugada de hoje, os habitantes de um prédio, na Rua Irene Lisboa, junto ao Hotel do Sado, voltaram a ser evacuados, por volta das 02h00, devido a uma fagulha que acabou por colocar em perigo a cobertura do imóvel. O JPN sabe que a equipa de bombeiros liderada pelo adjunto de comando da corporação de Palmela acabou por fazer o arrefecimento da cobertura do prédio por volta das 03h10, autorizando assim os moradores a regressarem, novamente, às suas habitações.

Entretanto esta manhã, além dos bombeiros e de um helicóptero que ajudou no combate ao que resta do incêndio, estiveram no local diversas máquinas pesadas que, segundo o vereador com o pelouro da Protecção Civil, Carlos Rabaçal “já tinham sido contratadas para começar a trabalhar esta quarta-feira na construção de novos caminhos de acesso a propriedades que não foram limpas”.

Refira-se que Maria das Dores Meira, presidente da autarquia setubalense garantiu ontem ao JPN que  “os proprietários dos terrenos onde ocorreu o incêndio já tinham sido notificados para procederem à limpeza do mato, mas só dois cumpriram o que lhes era pedido”, situação que segundo alguns moradores da zona não foi levada a cabo pela proprietária do Hotel do Sado, que continua com o  “o terreno adjacente à unidade hoteleira cheia de mato”, o que contribuiu “para pôr em risco as habitações vizinhas”, tal como acusou Joaquim Pimpão, um dos moradores.

Fotos: Mário Prata

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