Cláudia Madur actua no próximo dia 21 no Cine Teatro S. João. Com uma carreira no fado que conta já com 10 anos, Madur, nasceu em Baião e desde cedo apaixonou-se pela música.
Motivada pelo seu pai aos 6 anos iniciou a sua formação musical na “Casa da Música de Baião”, inicialmente em clarinete e mais tarde em piano. No entanto, cedo percebeu que a sua grande vocação era o canto.
Iniciou a sua carreira como fadista em Junho de 2006, na altura com 22 anos, e desde então tem sido convidada para variados espetáculos nas mais emblemáticas salas nacionais, destacando-se o Palácio da Bolsa, Teatro Sá da Bandeira, Teatro Circo ou a Casa da Música. A sua voz ecoou também por conceituados festivais e salas pela Dinamarca, Noruega, Alemanha, Chipre, Turquia, França, Espanha, EUA e Brasil.
“Fado Sem Tempo” (2009) é o seu primeiro álbum. O trabalho conta com poemas originais, muitos deles da sua própria autoria, interpretados em alguns fados tradicionais. Este trabalho foi gravado com músicos já muito conceituados, o Guitarra Portuguesa José Luís Nobre Costa, Guitarra Clássica Artur Caldeira e o Contrabaixo José Fidalgo.
Parte integrante de coletâneas nacionais e internacionais, o seu trabalho chegou aos quatro cantos do mundo. Madur é uma das jovens vozes que veio acordar um fado até então esquecido. Pela forma de interpretar os poemas, a sua voz e postura em palco têm-na caracterizado como uma grande intérprete do fado português.
A comemorar os 10 anos de carreira Madur lançou a 22 de Abril o novo álbum homónimo que promete uma longa viagem de espectáculos e emoções. Refira-se que o seu último videoclip, “Voa” . Trata-se de uma homenagem aos paralímpicos e conta com a participação de Lenine Cunha, o atleta paralimpico mais medalhado até ao momento, tal como contou ao JPN.
– Como descobriu a sua aptidão para a música?
A música sempre existiu no meu seio familiar. O meu pai foi o meu principal impulsionador. Durante o meu percurso académico percebi que o fado era o melhor aliado à poesia, uma outra paixão que tenho desde há muito tempo, e a partir dessa altura comecei a construir a minha carreira.
– O que significa ara si ser uma das vozes embaixadoras da cultura portuguesa?
Poder levar a língua portuguesa, a nossa música e a “Saudade” pelos vários palcos do mundo é uma grande responsabilidade mas é sem dúvida um enorme orgulho.
– Como define os temos que interpreta?
Até então o meu repertório era composto maioritariamente por fados tradicionais. Neste meu mais recente Álbum “Madur”, tive o privilégio de trabalhar com músicos e compositores que criaram e me ofereceram temas originais. Tento dar-lhes a minha identidade e minha interpretação à luz daquilo que eu própria sinto.
– Como surgiu a ideia de dedicar um tema aos atletas paralímpicos?
Vejo no tema “Voa” uma mensagem de paz, de coragem e de motivação. Queria encontrar um protagonista que tivesse uma história de coragem que nos motiva-se. Quando conheci a história do Lenine Cunha, o atleta paralímpico mais medalhado do mundo, percebi que a sua história de vida simbolizava todos os sentimentos e emoções que o tema Voa transmite. Quisemos com a história do Lenine homenagear todos os atletas em geral.

