Centro de Acolhimento Temporário: Propostas de trabalhadores levam à suspensão do encerramento

Após ter sido confirmado o encerramento do CAT – Centro de Acolhimento Temporário, a direcção do Centro Social de Palmela suspendeu esta decisão por um período de...

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Após ter sido confirmado o encerramento do CAT – Centro de Acolhimento Temporário, a direcção do Centro Social de Palmela suspendeu esta decisão por um período de seis meses, com vista à elaboração de iniciativas que visam evitar o encerramento.

A quando do anúncio do encerramento do CAT, Carlos Sousa, presidente do Centro Social de Palmela, manteve informados os trabalhadores da situação que envolve todo o Centro Social “ao longo deste processo fiz várias reuniões com os trabalhadores informando a situação financeira, no seu todo, e em cada valência social”, explicou, nunca escondendo que tinham de ser encerradas as valências “que mais contribuíssem para o prejuízo”. Sensibilizados com a situação, os trabalhadores prontamente se preocuparam em pensar em formas de tentar combater o encerramento do centro. “Os trabalhadores do CAT, com o coração e a emoção da Joana Oliveira, apresentaram um plano de viabilidade, que nós vamos acompanhar, mensalmente, através de balancetes da valência, para ver qual é a evolução financeira, analisando a evolução da mesma, durante os seis meses em que vamos suspender o encerramento”, explicou Carlos Sousa.

Joana Oliveira, funcionária do Centro Social de Palmela, explicou que “desde que se começou a ouvir que, muito provavelmente, se daria o encerramento, começámos a pensar em analisarmos as contas friamente para perceber os maiores gastos”, que confirmou serem com as despesas com o pessoal e com a alimentação.

Em conjunto com Danilo Ferreira, animador do CAT, Joana Oliveira apresentou um conjunto de hipóteses à direção e aos trabalhadores. Estes prontamente se disponibilizaram a doar uma percentagem dos seus subsídios de turno, “acho que só por aí conseguimos chegar ao coração da direcção”, explicou Joana Oliveira.

Além desta iniciativa dos trabalhadores, outras estão a ser elaboradas, nomeadamente a “Campanha Amigos do CAT”, que consiste no pagamento de uma simbólica mensalidade. Segundo Joana Oliveira, a campanha tem tido uma grande adesão e o seu objectivo é “apelar, quer a pessoas individuais, quer às empresas, que se associem a esta campanha”. Outros contactos estão, ainda, a ser feitos, nomeadamente, para receberem apoio alimentar.

Joana Oliveira acredita que estas iniciativas podem, de facto, evitar o encerramento do CAT, uma vez que “vai haver uma nova forma de gestão, a todos os níveis, procedimentos diferentes, aliados às novas iniciativas, portanto, temos a plena convicção que conseguiremos manter o CAT aberto”, salientando a importância da comunidade, “obviamente que vamos precisar muito do apoio da comunidade”.

Carlos Sousa espera que a situação do encerramento se reverta, mantendo, no entanto, uma postura pragmática face à situação “eu tenho fé, mas os números têm de ser analisados”.

 

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